Revisitando o Mouchão.

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Para escrever um blog de vinhos você deve variar bastante, experimentando sempre coisas diferentes. Mas se você bebe um vinho apenas uma vez, de uma única safra, não pode dizer que conhece totalmente o produto. Então hoje, na volta do trabalho para casa, passei em uma loja e saí com o Mouchão debaixo do braço. Em abril de 2010 já havia escrito sobre o Mouchão 2005
que estava um tanto jovem com 5 anos. Agora experimentei um Mouchão com quase 9 anos de vida.
Bem, esse alentejano é realmente muito bom. O aroma do vinho na taça é muito legal, sem nenhuma dúvida posso lhes contar que lembra carvalho tostado e caramelo. Super envolvente no aroma. Na boca é suculento, com gosto de fruta madura e baunilha. Os taninos estão totalmente redondos, ou seja macios, diferente do 2005 que precisava de descanso. o Final é levemente seco, e deixa na boca o gostinho de baunilha. Feito com Alicante Bouschet e Trincadeira.

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  1. peter wolffenbü

    Paulo como vais?

    Este é uma das jóias da coroa. Grande alentejano. Vinho gostoso, parece que nos acaricia, encorpado e aromático. Penso que é uma das expressões máximas do Alentejo, diria até, um clássico pois é feito na mesma região, com basicamente o mesmo corte de uvas tem mais de 10 anos.

    Mas precisa ser de safras mais antigas. O necessário tempo de garrafa faz muito bem a este vinho, pois envelhece com muita saúde.

    Prost

    Peter

    February 12th, 2011 // Reply
  2. Eduardo Coimbra

    Olá Paulo,
    Coincidentemente hoje estamos ceiando com vinhos lusitanos, mas não do Alentejo.
    Iniciamos com um Dão, Duque de Viseu 2006, e depois um Douro, o Crasto Superior 2008. O segundo agradou mais
    Dos Alentejanos, recentemente me surpreendeu positivamente um branco, o Esporão Private Selection Branco 2004.
    Tenho tentado conhecer melhor os vinhos da "Pátria mãe" e acredito que o Mouchão de seu post seja algo superior aos citados, vou procurá-lo.
    Abraços!

    Eduardo

    February 12th, 2011 // Reply
  3. Neri Cavalheiro

    Vc. tem razão, Paulo. Certa vez, cometi um infanticídio vínico: em 2006, um amigo trouxe um Mouchao Tonel 3, 4 2001, para um jantar que marcamos com um peq. grupo de confrades. Eu levara um Quinta da Bacalhoa 2001. Disse p o amigo que seria melhor guardar o Mouchao p mais cinco anos. Ele me disse p abrir. Foi um desastre! Decantamos por 2 h e ele Nao se abriu! O meu vinho foi o vinho da noite.

    March 10th, 2011 // Reply
    • Paulo Queiroz

      Tudo bem Neri, este tipo de coisa acontece todo o tempo e devemos superar. :)
      Grande abraço

      March 10th, 2011 // Reply

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